A Matemática nasce dos encontros com o cotidiano. Ela está nos pequenos gestos de observar, comparar, registrar, organizar e descobrir relações. Muito antes dos números escritos, as crianças constroem ideias matemáticas quando percebem padrões, investigam formas, fazem escolhas, criam estratégias e compartilham suas descobertas.
Na rotina da Casinha Pequenina, a Matemática ganha vida nos diferentes espaços da escola. Em nossa coleção de rochas e sementes, com intervenções intencionais as crianças observam semelhanças e diferenças, agrupam os elementos a partir de critérios criados por elas mesmas e registram suas coleções com desenhos, marcas e escritas espontâneas. Cada coleção conta uma história e revela novas possibilidades de classificação, contagem e organização.
Ao explorar os ambientes, o olhar também se volta para as formas. Círculos aparecem nas sementes, triângulos nos telhados, retângulos nas janelas… As formas geométricas deixam de ser apenas figuras para se tornarem parte das experiências cotidianas, despertando a curiosidade e ampliando a percepção sobre o espaço e o mundo.
Os jogos ocupam um lugar especial nesse percurso. Ao registrar pontuações, comparar resultados, criar marcas para acompanhar as jogadas e representar os caminhos percorridos, as crianças desenvolvem estratégias, constroem noções de quantidade e compreendem que diferentes registros podem comunicar uma mesma ideia.
Entre propostas planejadas e investigações que nascem da curiosidade do grupo, as crianças levantam hipóteses, registram suas ideias e comunicam suas descobertas por meio de desenhos, marcas, números e da linguagem oral. Assim, a Matemática torna-se uma linguagem para compreender o mundo, fortalecendo o pensamento investigativo, a criatividade e a confiança em seus próprios processos de aprendizagem.
Texto e Fotografia: Adriana Tambarotti e Nayumi.


