O contato direto com a arte transforma qualquer ambiente em um espaço de descoberta. Neste semestre, dando continuidade ao nosso projeto de investigação artística na Casinha Pequenina, mergulhamos no universo da ceramista e designer Sonia Fugiwara, profissional que dedica mais de duas décadas ao estudo e à modelagem da argila.
A presença de Sonia na escola não foi apenas uma visita, mas um acontecimento pedagógico marcante. Quando as crianças viram a matéria-prima e as peças finalizadas, a curiosidade tomou conta do ambiente. Os olhos atentos acompanharam cada movimento das mãos da artista, e a euforia deu lugar a uma enxurrada de questionamentos espontâneos, como a pergunta expressiva de uma das crianças: “Dá pra fazer um gatinho?”. Esse tipo de indagação demonstra como o pensamento infantil conecta rapidamente a observação do real com a sua própria imaginação e afetividade.
Todos os grupos vivenciaram a experiência sensorial de tocar, moldar e sentir a resistência e a plasticidade do material. Mais do que uma atividade recreativa, a manipulação da argila desenvolve a motricidade fina, a percepção tridimensional e a paciência com o tempo do processo artesanal. Ver o entusiasmo de cada criança ao transformar um bloco disforme em algo singular reforça o valor de proporcionar encontros reais com quem produz cultura. Foi uma vivência rica em significados, em que a teoria da sala de aula deu lugar ao aprendizado prático, afetuoso e inesquecível.


